Nos bastidores da Câmara, a democracia é colocada à prova. Às vésperas da CPI, o presidente do Legislativo teria sido direto com o prefeito: “nós lhe blindaremos, desde que os acordos sejam cumpridos”. A declaração expõe uma política de conveniência. Enquanto a base governa com seis votos, cinco vereadores resistem, recusam cargos e exigem apuração. A pergunta é simples e dura: a Câmara serve ao povo ou protege a gestão? A CPI dirá.
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VEJA EM VÍDEO: ALLYSON BEZERRA SE PRONUNCIA E DIZ NÃO TEMER INVESTIGAÇÃO
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, falou pela primeira vez após a operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão no município. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor adotou tom sereno e firme, afirmando confiar na Justiça de Deus e na Justiça dos homens.
“Estou de cabeça erguida. Não há o que temer”, declarou. Allyson destacou que sua gestão sempre atuou dentro da legalidade e que qualquer apuração deve seguir o devido processo legal. “Quem não deve, não teme. Vamos colaborar com tudo o que for necessário”, disse.
O prefeito lembrou que investigação não é condenação e que todos têm direito à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa. Até o momento, não há denúncia ou ação penal contra ele.
Ao final, reforçou que seguirá governando normalmente e confia que a verdade prevalecerá. “Tenho fé em Deus e confiança na Justiça. Mossoró vai continuar avançando”, concluiu.
https://youtu.be/eiOfNZf1mC0?si=ZFTpTE44M6SUIjCs
NO CONFORTO DE BRASÍLIA, O POVO FICA DE FORA: UM CONGRESSO CARO E DESCONTECTADO DA REALIDADE
Enquanto o brasileiro enfrenta filas nos hospitais, escolas sucateadas e a falta de políticas públicas básicas, o Congresso Nacional segue instalado no conforto de Brasília, distante da vida real da população. Em 2025, a Câmara dos Deputados já gastou mais de R$ 7 milhões apenas com auxílio-moradia, um benefício pago a parlamentares que recebem altos salários e acumulam uma série de privilégios bancados pelo dinheiro público.
O contraste é revoltante. De um lado, deputados com vencimentos elevados, cotas parlamentares generosas, verbas indenizatórias e benefícios que garantem conforto e estabilidade. Do outro, milhões de brasileiros convivendo diariamente com a ausência do Estado. Falta saúde, falta educação, falta segurança, falta emprego e falta dignidade. O povo aperta o cinto, enquanto Brasília segue no ar-condicionado.
O mais grave é que, mesmo cercado de privilégios, o Congresso não entrega o que promete. Projetos que tratam de temas essenciais, como fortalecimento do SUS, valorização dos professores, inclusão social e desenvolvimento econômico, são constantemente adiados, desidratados ou simplesmente engavetados. Quando chegam ao plenário, muitas vezes viram moeda de troca política.
O Parlamento que deveria representar os interesses da sociedade tem se mostrado cada vez mais preocupado consigo mesmo. A distância entre o plenário e as ruas cresce, e a paciência do povo diminui. O brasileiro não pede luxo, pede compromisso. Não pede privilégios, pede resultados. E o que se vê, até agora, é um Congresso caro, lento e profundamente desconectado das necessidades reais da população.
Morais sempre sendo Moraes dando tom
MAIS UMA GAVETA
O pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes chegou ao Senado em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master. A expectativa de apuração, contudo, esbarra no mesmo obstáculo de sempre: a resistência política em enfrentar o tema. O resultado tende a ser o arquivamento silencioso, prática que corrói a confiança pública e fragiliza o papel fiscalizador do Parlamento.
O caso ganhou dimensão maior. As revelações extrapolaram o noticiário doméstico e alcançaram repercussão internacional, ampliando o desgaste institucional. O episódio deixou de ser pontual e passou a abalar a estrutura governamental como um todo, atingindo Judiciário, Legislativo e Executivo. Em vez de respostas coordenadas, o país assiste a movimentos defensivos e à postergação de decisões.
Segundo o Portal UOL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia conversar com o ministro Dias Toffoli sobre a possibilidade de renúncia, numa tentativa de conter a sangria política e reduzir o impacto do escândalo. A iniciativa sinaliza a gravidade do momento e a percepção de que a crise ameaça contaminar a governabilidade.
Enquanto isso, Moraes permanece como ator central do tabuleiro, com decisões que seguem moldando o debate público. O contraste é evidente: protagonismo no Judiciário e hesitação no Senado. Quando o Parlamento evita exercer suas competências, a democracia perde densidade.
Sem transparência e ação, pedidos se acumulam e a desconfiança cresce. O país precisa de deliberação, não de silêncio. Do contrário, o desfecho é previsível: mais um processo empurrado para a gaveta — e uma conta institucional ainda mais cara para a sociedade.
Eleição suplementar no Ceará deputado federal José Airton se posiciona e declara apoio ao seu candidato
Eleição suplementar em Choró: deputado federal José Airton Cirilo participa de convenção do PT
O deputado federal José Airton Cirilo (PT-CE) participou, neste sábado, da convenção do Partido dos Trabalhadores no município de Choró, no Sertão Central do Ceará, que oficializou a chapa que disputará a eleição suplementar marcada para o dia 1º de março. O evento confirmou o nome de Antônio Delmiro como candidato a prefeito e Ana Íris como candidata a vice-prefeita.
A eleição suplementar foi convocada após a cassação do mandato do prefeito eleito em 2024, condenado pela Justiça Eleitoral por compra de votos. Desde dezembro do ano passado, o gestor cassado é considerado foragido da Justiça, o que levou o Tribunal Regional Eleitoral a determinar um novo pleito para definir o comando do Executivo municipal.
Durante a convenção, José Airton destacou a importância do momento político vivido por Choró e afirmou que a disputa será desafiadora, mas demonstrou confiança na capacidade de Delmiro e de sua equipe para reconstruir a estabilidade administrativa do município. O parlamentar ressaltou ainda o papel do partido no fortalecimento da democracia local e na construção de um projeto voltado para o desenvolvimento social e econômico da cidade.
Em suas redes sociais, Antônio Delmiro comemorou a oficialização da candidatura e falou em mobilização popular. “Com essa energia, nossa candidatura foi confirmada. A esperança vai vencer o medo”, afirmou.
Além da chapa do PT, também estão confirmadas as candidaturas de Paulinho George (PSB) e Bruno Jucá (PRD). A campanha promete ser acirrada em um cenário político marcado por instabilidade institucional e pela expectativa da população por mudanças concretas na gestão municipal.
Presidente da Câmara diz que vai ouvir líderes sobre a CPI do banco mas a fila é grande maior ainda será a pizza
O Congresso Nacional volta a demonstrar sua habilidade histórica de transformar escândalos em paralisia institucional e, depois, em esquecimento. A possível CPI do caso Banco Master surge cercada por um discurso já conhecido: é preciso “ouvir os líderes”, “avaliar o ambiente político” e “respeitar a fila de CPIs”. Na prática, trata-se de um roteiro recorrente para adiar decisões e evitar investigações incômodas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que irá consultar o Centrão antes de decidir sobre a abertura da comissão. A justificativa soa institucional, mas revela dependência política. Desde quando a apuração de fatos graves passou a depender do aval de blocos partidários interessados em preservar emendas, alianças e capital eleitoral? CPIs não são concessões políticas, são instrumentos constitucionais de fiscalização.
A alegação de que existem outras CPIs aguardando tramitação completa o repertório. Sempre surge uma “fila” quando o alvo da investigação é sensível. A urgência, no Congresso, costuma ser seletiva. O problema não é excesso de pedidos, mas a lógica da autoproteção parlamentar, ainda mais evidente em ano eleitoral, quando ninguém quer desgaste público nem exposição negativa.
O resultado é um Legislativo imobilizado pelo cálculo político, mais empenhado em administrar riscos do que em cumprir sua função fiscalizadora. A sociedade cobra respostas, enquanto o Parlamento se fecha em torno de si mesmo. Como já dizia um filósofo, o choro é livre, mas a conta é coletiva.
Cada CPI que não avança aprofunda o descrédito. Quando o Congresso escolhe adiar, escolhe também assumir o peso da omissão e reforça a percepção de que, no Brasil, investigar ainda é exceção — nunca regra.
Presidente da Câmara diz que vai ouvir líderes sobre a CPI do banco mas a fila é grande maior ainda será a pizza
O Congresso Nacional volta a demonstrar sua habilidade histórica de transformar escândalos em paralisia institucional e, depois, em esquecimento. A possível CPI do caso Banco Master surge cercada por um discurso já conhecido: é preciso “ouvir os líderes”, “avaliar o ambiente político” e “respeitar a fila de CPIs”. Na prática, trata-se de um roteiro recorrente para adiar decisões e evitar investigações incômodas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que irá consultar o Centrão antes de decidir sobre a abertura da comissão. A justificativa soa institucional, mas revela dependência política. Desde quando a apuração de fatos graves passou a depender do aval de blocos partidários interessados em preservar emendas, alianças e capital eleitoral? CPIs não são concessões políticas, são instrumentos constitucionais de fiscalização.
A alegação de que existem outras CPIs aguardando tramitação completa o repertório. Sempre surge uma “fila” quando o alvo da investigação é sensível. A urgência, no Congresso, costuma ser seletiva. O problema não é excesso de pedidos, mas a lógica da autoproteção parlamentar, ainda mais evidente em ano eleitoral, quando ninguém quer desgaste público nem exposição negativa.
O resultado é um Legislativo imobilizado pelo cálculo político, mais empenhado em administrar riscos do que em cumprir sua função fiscalizadora. A sociedade cobra respostas, enquanto o Parlamento se fecha em torno de si mesmo. Como já dizia um filósofo, o choro é livre, mas a conta é coletiva.
Cada CPI que não avança aprofunda o descrédito. Quando o Congresso escolhe adiar, escolhe também assumir o peso da omissão e reforça a percepção de que, no Brasil, investigar ainda é exceção — nunca regra.
O PRESIDENTE LULA NÃO PARA: ESTEVE EM ALAGOAS FAZENDO MAIS ENTREGAS
Ontem, o presidente Lula esteve em Alagoas cumprindo mais uma agenda de trabalho voltada ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou a entrega de Unidades Odontológicas Móveis e de novas ambulâncias do SAMU, ampliando a capacidade de atendimento e levando mais dignidade à população.
As ações fazem parte do compromisso do governo federal em investir na saúde pública, descentralizar recursos e garantir que serviços essenciais cheguem a quem mais precisa. Lula segue percorrendo o país, com uma agenda intensa e focada em resultados concretos para melhorar a vida do povo brasileiro.
https://youtube.com/shorts/4bUOREOfFbY?si=Qev4DRftYkTQm6XX
O coração fica pesado quando a notícia chega. Não é apenas a partida de um pastor, é a ausência de uma presença que organizava afetos, memórias e sentidos. A morte do pastor Moisés Cardoso de Araújo nos atravessa porque ele não foi apenas líder, foi referência. A dor existe porque perdemos alguém que ajudava a sustentar quem somos como comunidade. Moisés era esse ponto de apoio: homem hospitaleiro, firme, forjado na luta, na disciplina e na responsabilidade.
Quando estive no Rio de Janeiro, ao lado de minha esposa, missionária Valdirene, não encontramos apenas uma igreja, encontramos acolhimento verdadeiro. Moisés tinha o raro dom de fazer o outro se sentir visto, respeitado e pertencente. Isso não se aprende em livros; nasce do caráter. O campo onde servi por três anos como pastor foi testemunha de sua liderança equilibrada, humana e profundamente comprometida com o Reino e com as pessoas.
A Escritura afirma que o justo, mesmo depois de morto, ainda fala. Moisés continua falando por meio das obras que deixou, das vidas que tocou e da fé que viveu no cotidiano. Seu corpo segue agora para o descanso, mas sua história não será sepultada. O tempo pode silenciar vozes, mas não apaga legados construídos com verdade, serviço e amor ao próximo.
Partiu o homem. Permanece o exemplo. E isso consola.
Pastor e jornalista, bacharel em Direito,
Wilton Medeiros
Missionária Valdirene
Isaac da casca deverá representar o segmento evangélico para disputar uma vaga na Câmara Federal do Estado
O jogo político no Rio Grande do Norte começa a se desenhar com mais clareza, e os movimentos de bastidores indicam que nomes com identidade popular voltam a ser observados com atenção. Entre eles, ganha destaque o ex-vereador e ex-deputado estadual Isaac da Casca, figura conhecida no interior do estado e reconhecida por sua atuação direta na agricultura, especialmente na cadeia produtiva da castanha de caju. É dessa realidade que vem sua principal bandeira: a compra e o fortalecimento da comercialização da casca de castanha, atividade que garante renda e dignidade a milhares de famílias nordestinas.
Isaac não fala de longe. Ele conhece o chão rachado do sertão, a luta de quem vive da terra e a importância de políticas públicas que cheguem onde o Estado muitas vezes não alcança. Sua trajetória sempre esteve ligada ao trabalho, à produção e ao diálogo com pequenos agricultores e trabalhadores do campo, segmentos historicamente esquecidos no debate nacional.
Nesse contexto, o Podemos, a pedido do seu presidente nacional, Pastor Everaldo, tem convocado Isaac para representar o segmento evangélico no Rio Grande do Norte. O movimento ocorre em um momento sensível: Mossoró, segunda maior cidade do estado, segue sem representação própria na Câmara Federal, o que enfraquece a defesa dos interesses regionais e a busca por investimentos estruturantes.
Mossoroense de origem e de vivência, Isaac da Casca coloca seu nome à disposição para avaliação popular, num cenário em que cresce o cansaço com representantes distantes da realidade do povo. O que está em jogo não é apenas uma candidatura, mas a possibilidade de devolver voz a uma região que produz, trabalha e sustenta parte importante da economia potiguar.
Nota do blog: Isaac da Casca tem nome, tem história, tem coragem e conhece o Nordeste como poucos. Se Deus e o povo quiserem, pode ir longe e ajudar a reconstruir uma representação popular, com a cara do povo, o sotaque nordestino e o compromisso de quem nunca virou as costas para sua origem.
