NO CONFORTO DE BRASÍLIA, O POVO FICA DE FORA: UM CONGRESSO CARO E DESCONTECTADO DA REALIDADE
Enquanto o brasileiro enfrenta filas nos hospitais, escolas sucateadas e a falta de políticas públicas básicas, o Congresso Nacional segue instalado no conforto de Brasília, distante da vida real da população. Em 2025, a Câmara dos Deputados já gastou mais de R$ 7 milhões apenas com auxílio-moradia, um benefício pago a parlamentares que recebem altos salários e acumulam uma série de privilégios bancados pelo dinheiro público.
O contraste é revoltante. De um lado, deputados com vencimentos elevados, cotas parlamentares generosas, verbas indenizatórias e benefícios que garantem conforto e estabilidade. Do outro, milhões de brasileiros convivendo diariamente com a ausência do Estado. Falta saúde, falta educação, falta segurança, falta emprego e falta dignidade. O povo aperta o cinto, enquanto Brasília segue no ar-condicionado.
O mais grave é que, mesmo cercado de privilégios, o Congresso não entrega o que promete. Projetos que tratam de temas essenciais, como fortalecimento do SUS, valorização dos professores, inclusão social e desenvolvimento econômico, são constantemente adiados, desidratados ou simplesmente engavetados. Quando chegam ao plenário, muitas vezes viram moeda de troca política.
O Parlamento que deveria representar os interesses da sociedade tem se mostrado cada vez mais preocupado consigo mesmo. A distância entre o plenário e as ruas cresce, e a paciência do povo diminui. O brasileiro não pede luxo, pede compromisso. Não pede privilégios, pede resultados. E o que se vê, até agora, é um Congresso caro, lento e profundamente desconectado das necessidades reais da população.

