TUDO JUNTO E MISTURADO: A CONTRADIÇÃO QUE ENGANA ICAPUÍ
Em Icapuí, o povo não esquece fácil. Na campanha, o discurso era firme, repetido em praça pública, rádio e redes sociais: nem PT, nem Cirilo. Foi com essa fala, bem ao estilo nordestino, de quem diz “aqui não tem conversa”, que o atual prefeito conquistou votos, confiança e esperança de mudança. Mas bastou sentar na cadeira para a conversa mudar de rumo.
Hoje, a realidade é outra — e está registrada em vídeo, não é boato de esquina. O próprio chefe de gabinete, que na campanha batia duro no PT e no grupo de Cirilo, aparece agora reconhecendo o que todo mundo já vê: quem manda na prefeitura são exatamente esses mesmos grupos. As imagens do passado e as fotos do presente escancaram a verdade: está tudo junto e misturado.
O que antes era crítica virou abraço. O que era denúncia virou acordo. O discurso de independência política deu lugar à submissão, aos arranjos de bastidores e à velha política que o povo pensou ter deixado para trás. E o pior: tentam maquiar a gestão, pintar fachada bonita, como se o eleitor fosse besta ou tivesse memória curta.
O povo de Icapuí não votou para ver o prefeito de joelhos aos pés do PT e de Cirilo. Votou acreditando numa ruptura, numa mudança de verdade. Quando a palavra dada na campanha é rasgada depois da eleição, o nome disso é enganação.
No sertão e no litoral, o povo sabe separar promessa de verdade. E cada vez mais fica claro: em Icapuí, a fatura política está chegando. E o povo começa a acordar.

