AMARGANDO A POSSIBILIDADE DE UMA DERROTA EM 2026, o senador Rodrigo Pacheco comunicou a Lula que não disputará o Governo de Minas Gerais e que deixará a política em 2027 para retornar à advocacia. Portais de notícias do país informam que ele abandonará a vida pública decepcionado com o aliado, vendo ruir o sonho de integrar o STF. Diante do temor da rejeição nas urnas, tenta transformar a retirada em gesto de autonomia. Durante anos, Pacheco serviu ao Executivo no Senado, permitindo que o governo ampliasse sua influência sobre outros Poderes. Ao ser preterido, recebeu de Davi Alcolumbre a frase de consolo: “Lula pagará caro”. A declaração parece mais tentativa de acalmar o aliado do que força real. Pacheco percebeu tarde que nunca foi prioridade no jogo político do Planalto. Enquanto isso, Lula fortalece seu domínio ao escolher ministros do STF que lhe ofereçam confiança absoluta, reduzindo o Congresso a papel secundário. No quarto mandato, já deu sinais de que considera o Supremo seu principal apoio, deixando o Legislativo em posição figurativa. Quando um presidente se apoia apenas em um poder, a democracia se estreita. O Brasil corre risco de avançar para um modelo de concentração autoritária, onde instituições enfraquecidas servem apenas como cenário. A saída de Pacheco simboliza o fim de um projeto pessoal. Ele abandona a política, mas o país permanece diante de um perigoso desequilíbrio institucional.

