📌 UM CONGRESSO DE JOELHOS E UM PRESIDENTE INTOCÁVEL
O senador Flávio Bolsonaro anunciou que irá protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Mas a verdade é que esse gesto, por mais simbólico que seja, chega tarde diante do cenário de apatia que domina o Congresso Nacional. O Brasil já ultrapassou há muito tempo a linha do tolerável — e o mais grave é o silêncio ensurdecedor das instituições.
Só o escândalo bilionário do INSS, envolvendo fraudes e esquemas dentro da Previdência Social, seria suficiente para derrubar qualquer presidente em um país sério. No entanto, ninguém mais fala disso. O escândalo foi abafado, empurrado para as sombras, como tantos outros que cercam o atual governo. Há denúncias na Caixa Econômica, suspeitas sobre o suplente do presidente do Congresso, e uma série de irregularidades que, se fossem atribuídas a qualquer outro, já teriam causado um terremoto político.
Mas no Brasil atual, o tapete é grande — e tudo é jogado para debaixo dele.
A culpa não é apenas do Executivo. A omissão tem endereço certo: deputados e senadores que foram eleitos para ser a maioria consciente, a soberania do plenário, e hoje se acovardam em discursos mornos, reuniões de líderes que mais parecem cafés coloniais, regadas a chantilly e regidas por interesses pessoais.
Enquanto isso, o povo paga a conta.
O Congresso virou refém das próprias emendas, trocando o dever constitucional por vantagens orçamentárias. Não há reação, não há cobrança. Há apenas cumplicidade. A engrenagem gira para os de cima, enquanto os de baixo enfrentam desemprego, insegurança, caos na saúde, filas no INSS e inflação nos supermercados.
E quando alguém ousa propor um impeachment, a resposta é o silêncio ou a chacota. Porque um pedido a mais ou a menos já não vale nada diante de um Congresso de joelhos, comprometido com a manutenção do poder e não com a defesa da democracia.
Só há uma saída: se Deus levantar lideranças com coragem, se Trump não recuar diante das ameaças à liberdade na América Latina, e principalmente se o povo brasileiro — ordeiro, mas não cego — voltar às ruas, exigindo moralidade, justiça e respeito às leis.
Caso contrário, 2026 será apenas uma repetição ampliada de tudo que estamos vivendo agora. E se não houver uma renovação total do Congresso, a Venezuela deixará de ser uma metáfora — será o espelho.

