Valter Alves Dalton por de baixo dos panos 
VALTER ALVES DALTÔNICO, CADU JAMAIS: MDB FORÇA GOVERNADORA A ENTREGAR O CARGO ANTES DO TEMPO PARA DIVIDIR O BOLO DO GOVERNO, DIZ DR. BERNARDO
O MDB, partido do vice-governador Walter Alves, intensifica sua movimentação nos bastidores para ampliar o espaço da legenda dentro do Governo do Estado. A legenda, que até recentemente ocupava apenas uma secretaria, agora quer mais. E a pressa tem nome: sucessão.
Segundo o deputado estadual Dr. Bernardo Amorim, o MDB deseja que a transição de gestão ocorra de forma gradual, antes mesmo da renúncia oficial da governadora Fátima Bezerra, prevista para abril de 2026. Para ele, não há necessidade de antecipar a saída — basta abrir espaço para mais indicações políticas.
“É interessante para o MDB ocupar espaços e contribuir com o Governo”, afirmou o parlamentar em entrevista recente.
O fato é que Walter Alves, mesmo negando publicamente, atua nos bastidores como pré-candidato natural à sucessão do governo. A estratégia é clara: quanto mais cedo o MDB ampliar sua participação administrativa, mais consolidado estará o nome de Walter para 2026.
Dr. Bernardo deixou claro o recado: se Fátima Bezerra deseja contar com o apoio do MDB para sua eventual candidatura ao Senado, que comece desde já a dividir o bolo do governo. Do contrário, poderá enfrentar um cenário de pressão crescente na Assembleia Legislativa, onde deputados já articulam, nos bastidores, medidas para forçar uma renúncia antecipada a partir de janeiro de 2026.
E o risco vai além da articulação política. Há relatos de diversos processos administrativos e denúncias engavetadas na Assembleia que, se trazidos à tona, podem abalar as estruturas do atual governo.
Até pouco tempo, o MDB controlava apenas a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com Paulo Varella. Mas, no início do mês, o ex-prefeito de Apodi, Alan Silveira, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e o partido já se articula para ocupar outras pastas estratégicas.
Nos bastidores, a leitura é clara: a governadora está sendo cercada. E, ao que tudo indica, a transição de poder no Rio Grande do Norte já começou — ainda que informalmente.

