Início » Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um mar de gente na Avenida Paulista, usa o microfone e grita: “Tem gente com dor de cotovelo.” Presidente Lula pode dominar os gabinetes, mas perdeu as ruas. E quem perde as ruas, perde as futuras batalhas. Ponto.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um mar de gente na Avenida Paulista, usa o microfone e grita: “Tem gente com dor de cotovelo.” Presidente Lula pode dominar os gabinetes, mas perdeu as ruas. E quem perde as ruas, perde as futuras batalhas. Ponto.

por Wilton Medeiros

TARCÍSIO PROVOCA LULA NA AVENIDA PAULISTA E ESCANCARA O VAZIO POPULAR DO GOVERNO FEDERAL

Em um dos atos políticos mais expressivos do ano, o governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Tarcísio de Freitas (Republicanos), protagonizou neste domingo (29) um discurso inflamado na Avenida Paulista, mirando diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e expondo o fosso que separa a esquerda da realidade das ruas.

Diante de uma multidão que lotou a avenida símbolo da resistência conservadora, Tarcísio ironizou: “Tem gente com dor de cotovelo pela popularidade de Bolsonaro”. O recado não precisava de destinatário explícito — todos sabiam que era endereçado a Lula, cujo governo, apesar da máquina pública, não consegue mobilizar nem sombra da energia popular que Jair Bolsonaro ainda carrega.

Mais do que uma provocação, o ato se tornou uma demonstração da força política que a esquerda tenta, sem sucesso, minimizar. Tarcísio não se conteve: “A esquerda não consegue reunir nem metade dessa multidão. Por que será? Porque o povo não aguenta mais discursos vazios, promessas recicladas e um governo que virou refém de suas próprias alianças fisiológicas”, disparou.

Mas não parou aí. O governador paulista fez questão de lembrar que o atual governo federal ostenta o título de “mais gastador das últimas décadas”, criticando o descontrole fiscal e o retorno do toma-lá-dá-cá que parecia sepultado. “Estão esvaziando os cofres públicos enquanto empobrecem a população com inflação, juros estratosféricos e um Estado obeso que não entrega serviços de qualidade”, afirmou, em tom firme.

O público respondeu com gritos de “mito”, fazendo Jair Bolsonaro, presente ao evento, se emocionar e segurar as lágrimas. Não foi apenas um gesto de saudade: foi um símbolo da resistência a um modelo de poder que insiste em se apresentar como democrático, mas que se sustenta na chantagem política, no aparelhamento institucional e na manipulação da opinião pública por narrativas enviesadas.

A Avenida Paulista se transformou, mais uma vez, no termômetro da política nacional — e o calor que dali emana não favorece o Planalto. Lula pode até controlar os gabinetes, os fundos públicos e parte da imprensa, mas perdeu a rua. E quem perde a rua, cedo ou tarde, perde o país.

Enquanto o governo petista se afunda em escândalos, estagnação econômica e pactos espúrios, Tarcísio avança como alternativa concreta, com respaldo popular e discurso coerente. O Brasil está de olho. E a Paulista falou alto.

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