Governo Fátima, do PT, tem licitação suspensa pelo TCE. Há indícios de fraude. Está na hora de a Assembleia Legislativa se posicionar contra o governo e a favor do povo.
Se a Assembleia Legislativa não estivesse de joelhos, o impeachment já teria acontecido faz tempo.
O Governo Fátima Bezerra, que deveria honrar a confiança do povo, virou um espetáculo de escândalos sucessivos, com uma estrutura montada para blindar irregularidades, abafar investigações e governar o Estado como se ainda estivéssemos nos tempos do coronelismo. Com 16 a 17 dos 24 deputados na palma da mão, a governadora parece acreditar que pode tudo — inclusive ignorar os limites da lei e da moralidade pública.
A mais nova denúncia, vinda diretamente do Tribunal de Contas da União (TCU), escancara o que já se tornou padrão: uma licitação de R$ 50 milhões foi suspensa por indícios graves de irregularidades. O objeto? O aluguel de 21 mil Chromebooks para a rede estadual. Um contrato que, se concretizado, poderia ser mais um episódio de desperdício ou desvio de verba pública — travestido de investimento em educação.
O que se vê é um modelo de governo cada vez mais parecido com o de uma oligarquia disfarçada de gestão popular. O controle sobre a base aliada, o silêncio dos órgãos de fiscalização locais e a lentidão do Ministério Público Estadual em reagir às denúncias tornam o cenário ainda mais revoltante. O Palácio de Despachos, em vez de governar com responsabilidade, parece agir com a tranquilidade de quem sabe que será protegido a qualquer custo.
A educação, que deveria ser prioridade, tornou-se moeda de troca política. Enquanto isso, alunos seguem sem estrutura, professores enfrentam precarização e a população assiste, de braços cruzados, ao sucateamento das instituições públicas. O que deveria ser um programa de inclusão digital virou alvo de suspeitas — e não é a primeira vez.
É preciso coragem para dizer: o Governo Fátima perdeu o rumo. E o Estado do Rio Grande do Norte já não suporta mais esse tipo de gestão onde a impunidade é regra e a transparência, exceção. O povo potiguar, tão sofrido, merece mais que discursos vazios e contratos suspeitos.
A história cobrará. Mas até lá, quantos milhões ainda serão comprometidos? Quantas licitações precisarão ser suspensas? E até quando a Assembleia Legislativa vai manter a cabeça baixa diante de tantos escândalos?
O governo se sustenta hoje porque confia no silêncio cúmplice da maioria dos deputados. Mas a democracia não foi feita para servir aos governantes — ela existe para servir ao povo. E o povo já entendeu que, enquanto não houver reação, seguirá pagando a conta de uma gestão que brinca de governar.

