Judiciário desmonta narrativa de abuso de poder e carimba vitória esmagadora de Allyson e Marcos
Não deu certo a tentativa de transformar a vontade soberana do povo em narrativa de abuso de poder. A Justiça Eleitoral foi clara, direta e certeira ao desmontar as acusações contra o prefeito Allyson Bezerra (União) e seu vice Marcos Medeiros (PSD), que foram alvos de ações por suposto abuso de poder político, econômico e midiático. As denúncias partiram dos candidatos derrotados nas eleições municipais de Mossoró, Lawrence Amorim (PSDB) e Carmen Júlia Montenegro (MDB), além de Genivan Vale (PL) e Nayara Gadelha (PL).
O mais curioso — ou melhor, escandaloso — é que essa investida uniu forças políticas que, na teoria, deveriam estar em campos opostos. Bolsonaristas e petistas juntos, abraçados na tentativa de desconstruir nas salas dos tribunais aquilo que não conseguiram nas urnas. Um verdadeiro pacto de conveniência, batizado nas ruas como “bolsopetismo”.
As alegações beiravam o surreal. Sustentavam que Allyson e Marcos teriam usado a máquina pública e a força da mídia para desequilibrar o jogo eleitoral. Na prática, queriam justificar a derrota esmagadora com uma narrativa que subestima a inteligência popular e despreza o óbvio: foram rejeitados de forma clara e incontestável pela maioria dos eleitores.
O magistrado responsável não teve dúvida. Analisou, reanalisou e concluiu: não há, sequer, elementos mínimos que sustentem essas acusações. E mais — o próprio Ministério Público Eleitoral (MPE) corroborou esse entendimento, reforçando que as denúncias não se sustentavam diante dos fatos.
Os números falam por si. Lawrence e Carmen Júlia, que contaram até com o recuo estratégico do PT (que fugiu da disputa para não passar vergonha), foram atropelados nas urnas por uma diferença humilhante de 97.006 votos. E o vexame foi ainda maior para a chapa Genivan-Nayara, sustentada pela ala bolsonarista, que amargou uma derrota com diferença de 102.102 votos.
A chapa governista encerrou o pleito com 113.121 votos, uma demonstração robusta de que o povo sabia exatamente o que estava fazendo quando foi às urnas. E que, no final das contas, nem tentativa desesperada na Justiça, nem aliança de opostos, nem narrativa forçada é capaz de mudar aquilo que foi decidido soberanamente pelo voto popular.

