Início » Será que o MDB no RN vai se ajoelhar aos pés do PT como deseja a governadora? No Ceará, a postura é diferente. Eunício Oliveira já deixou claro: o PT pode ter candidato ao governo, mas uma vaga no Senado é do MDB, a outra, se os Ferreira Gomes quiserem. Aqui no RN, o PT quer tudo: governo e Senado para Fátima. E os aliados? Vão se ajoelhar e chupar o dedo? Haverá sinais.

Será que o MDB no RN vai se ajoelhar aos pés do PT como deseja a governadora? No Ceará, a postura é diferente. Eunício Oliveira já deixou claro: o PT pode ter candidato ao governo, mas uma vaga no Senado é do MDB, a outra, se os Ferreira Gomes quiserem. Aqui no RN, o PT quer tudo: governo e Senado para Fátima. E os aliados? Vão se ajoelhar e chupar o dedo? Haverá sinais.

por Wilton Medeiros

O Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte parece determinado a repetir velhas fórmulas: escolhe um nome nos bastidores, costura alianças de gabinete e espera que o povo aceite calado. Agora, é a vez do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, surgir como pré-candidato ao governo estadual, com as bênçãos de Fátima Bezerra e o respaldo do petismo nacional. Mas quem autorizou essa escolha? O povo foi ouvido? Ou tudo foi decidido entre quatro paredes?

A pesquisa divulgada pela 94 FM em parceria com o Instituto Seta nesta segunda-feira (25) mostra um dado inquestionável: Cadu Xavier cresce, sim — mas quem lidera é Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró, que aparece na frente por mérito próprio, construindo sua imagem com trabalho, presença e resultados. Ao contrário do que se vê no projeto de continuidade petista, a força de Allyson vem das ruas, não dos conchavos.

O PT aposta numa candidatura que representa, na prática, a extensão de um governo criticado por falhas na saúde, educação e segurança pública. A tentativa de maquiar essa realidade com propaganda institucional não tem surtido efeito: o desgaste é visível, e a população já demonstra sinais de cansaço com o modelo concentrador e desconectado da atual gestão estadual.

Nos bastidores, comenta-se que nomes de peso como Ezequiel Ferreira e Walter Alves estariam se preparando para fortalecer o MDB, traçando um novo rumo fora da órbita petista. E fazem bem. Afinal, dobrar os joelhos diante do projeto de poder do PT seria abdicar da chance de construir uma alternativa viável para o Estado. O povo do RN quer mudança — e mudança de verdade, não um sucessor fabricado no laboratório da conveniência partidária.

Caso Walter Alves assuma o governo, há quem diga que o troco virá. Não por vingança, mas por justiça política: é hora de inverter o jogo e dar voz à maioria silenciada pelos arranjos do poder. O ano mal começou, mas os sinais são claros. Quem duvida do que vem por aí, basta aguardar. A história está sendo escrita — e o povo, desta vez, quer ser autor, não apenas espectador.

Postagens relacionadas