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Nova Ordem em Brasília: O Rolo Compressor de Guimarães

por Wilton Medeiros

A política brasileira abandonou o campo do ensaio para entrar na fase da execução estratégica. A chegada de José Guimarães à articulação do governo não é apenas uma troca de nomes, mas uma mudança profunda de comportamento. Ao renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a missão direta de Lula, Guimarães enviou um recado claro: o governo parou de pedir licença e passou a ocupar o espaço.

O cenário agora é de ofensiva máxima. O governo colocou no tabuleiro duas peças que não aceitam empate: a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e o fim da escala 6×1. Ao encampar a redução da jornada de trabalho, Guimarães operou um xeque-mate psicológico no Congresso. Ele não está apenas discutindo leis, está mobilizando o sentimento das ruas para encurralar a oposição. Quem votar contra o trabalhador terá que arcar com o desgaste, enquanto o governo fatura a agenda positiva.

Nos bastidores, o tom mudou. A articulação de Guimarães com lideranças como Hugo Motta e Davi Alcolumbre sinaliza que a prioridade é a velocidade. A ordem é isolar a resistência e consolidar a maioria. Para o Palácio do Planalto, a oposição tornou-se um ruído a ser neutralizado e não mais uma força de negociação. É a lógica do fato consumado: a aprovação de Messias, prevista para o dia 29, será o recibo final desta nova autoridade.

O que se vê em Brasília é um governo que decidiu parar de negociar a sobrevivência para começar a exercer o poder. No tabuleiro de Guimarães, o espaço que não é ocupado vira terreno do adversário. Desta vez, o governo resolveu ocupar todos. A oposição que ainda reclama nos corredores terá que lidar com uma realidade amarga: no novo jogo de forças da capital, o choro é livre, mas a pauta é do governo.

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