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O Congresso silencia em Brasília e o escândalo continua tomando conta do mundo

por Wilton Medeiros

A GRANDE MÍDIA DO BRASIL REGISTRA O SILÊNCIO EM BRASÍLIA

A imprensa nacional passou a observar com atenção um fenômeno que provoca estranheza no cenário político: a postura reservada das principais lideranças do Congresso diante das denúncias relacionadas ao Banco Master. O episódio ganhou dimensão nacional após investigações conduzidas pela Polícia Federal e a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, ampliando a pressão por esclarecimentos sobre possíveis conexões financeiras e institucionais.

Mesmo com a repercussão crescente, o ambiente político na capital federal permanece marcado por cautela. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, evitam indicar qualquer movimento concreto para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a aprofundar as suspeitas ligadas ao caso.

Nos corredores do Parlamento, a avaliação predominante é de que o tema se transformou em um assunto delicado, capaz de produzir impactos imprevisíveis caso uma investigação legislativa avance. Em tese, a criação de uma CPI depende apenas do número mínimo de assinaturas e da leitura do requerimento em plenário. Na prática, entretanto, o andamento costuma depender da disposição política das presidências das Casas.

O calendário político também influencia o cenário. Em período de articulações partidárias e rearranjos eleitorais, poucos parlamentares demonstram interesse em assumir protagonismo em uma investigação potencialmente explosiva.

Diante disso, parte da sociedade acompanha a situação com desconfiança. A dúvida que permanece é se haverá apuração rigorosa ou se o episódio seguirá o caminho de tantas comissões que nasceram com promessas de esclarecimento e terminaram sem resultados concretos.

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