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Congresso corta verbas de universidades federais

por Wilton Medeiros

O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira um corte de R$ 488 milhões no orçamento das universidades federais para 2026, reduzindo a verba prevista para cerca de R$ 6,43 bilhões, valor inferior ao executado em 2025, mesmo antes de considerar a inflação. A redução atinge diretamente os recursos usados para o funcionamento básico das instituições, como manutenção, água, energia, limpeza, bolsas e assistência estudantil, afetando todas as universidades federais do país.

O impacto não é abstrato nem distante. Ele recai sobre estudantes que dependem da universidade pública para permanecer estudando, sobre pesquisas interrompidas, laboratórios que fecham e projetos sociais que deixam de existir. Em muitos casos, significa escolher entre manter as portas abertas ou garantir o mínimo de apoio a quem já enfrenta dificuldades para continuar na sala de aula.

Em ano pré-eleitoral, o discurso se repete nos palanques: promessas de investimento em educação, saúde e futuro. Mas, passada a eleição, a prática mostra outra realidade. É justamente da educação que se retira, como se formar cidadãos críticos fosse um risco a ser contido. O corte de hoje não é apenas um ajuste orçamentário. Ele sinaliza uma escolha política que afeta sonhos, trajetórias e a capacidade do Brasil de produzir conhecimento.

Quando se corta da universidade pública, não se economiza. Enfraquece-se o país, limita-se o futuro e fecha-se o caminho de milhares de jovens que veem na educação a única chance real de transformação social.

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