O SILÊNCIO QUE FALA MAIS ALTO
Há ausências que dizem mais do que discursos. No coração do povo potiguar, ecoa a falta de uma voz que não apenas falava, mas vivia o que dizia. O segmento evangélico, que cresceu assustadoramente nos últimos vinte anos, parece hoje sem representação forte na política, sem alguém que defenda seus princípios com a mesma firmeza de antes.
Segundo informações apuradas por este jornalista, lideranças e fiéis de diversas denominações têm se mobilizado pelo retorno de Antônio Jácome — médico, pastor e homem público que marcou época pela coerência e coragem. Foram quatro mandatos como deputado estadual, dois como deputado federal, além de passagens pela vice-governadoria e pela Câmara Municipal de Natal.
O povo lembra de quem caminhava com os pés no chão e o coração voltado ao alto. Lembra de quem “gastou e se deixou gastar” em favor do Reino de Deus e das causas sociais. Em tempos em que muitos se dizem de igreja apenas durante a campanha, Jácome viveu o Evangelho em cada gesto e palavra. Por isso sua ausência é sentida — não por falta de imagem, mas por falta de exemplo.
Por trás do médico e do pastor, há o homem que enxergava a política como missão, não como palanque. Sua trajetória despertava confiança, esperança e fé num tempo em que esses valores parecem rarear. E é desse silêncio coletivo, carregado de saudade e significado, que nasce o clamor popular: o Rio Grande do Norte quer Antônio Jácome de volta.

