Na arena política, como na vida, não se lança pedra em árvore que não dá fruto. O prefeito Allyson Bezerra enfrenta ataques sistemáticos por parte de quem vê no progresso de Mossoró uma ameaça à própria acomodação. Quando o resultado aparece, quem nunca produziu tenta silenciar o movimento com barulho.
Recentemente, o vereador Wiginis do Gás, até então defensor aliado da gestão, resolveu romper com a base e passou a criticar o governo que elogiava há quatorze dias. A guinada abrupta revela não convicções renovadas, mas a busca de visibilidade a qualquer custo. Quem abandona o apoio e depois passa à oposição sem explicar seu percurso revela fragilidade moral, não princípio.
Na memória política local há lições claras: em 2010, o vereador Ricardo de Dodoca foi punido por não votar em Claudionor para presidente da Câmara. Perdeu cargos, perdeu influência — mas manteve o respeito da coerência. Essa é a linha que separa posicionamento ideológico de oportunismo barato.
Criticar quem trabalha virou esporte elegante para quem permanece inerte. O governo Bezerra entrega obras, avançou em serviços, reconstruiu a credibilidade popular – e isso incomoda. O incômodo não se dirige ao erro, mas ao ganho. Enquanto isso, discursos de enclausuramento tentam retomar espaço atormentando a imagem do gestor.
O eleitor madura: ele já distingue o gesto real da encenação. Hoje a palavra altera-se, amanhã se esquece; o tempo guarda os atos. Quem grita nas redes sociais será lembrado pela ausência de firmeza, não pela eloquência momentânea.
Mossoró não carece de vozes oportunistas; precisa de lideranças que plantem e colham. O prefeito segue adiante, apesar das pedras. E os que atiram cedo ou tarde perceberão que o fruto amadurece — enquanto a pedra só revela a sombra de quem nunca cultivou.

