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Consórcio da paz

por Wilton Medeiros

Consórcio da Paz: a união que o país precisa, mas que o governo insiste em fragmentar

O anúncio do Consórcio da Paz por governadores de diferentes estados mostra que, diante da escalada da violência, os líderes locais decidiram agir onde o governo federal se cala. A tragédia recente no Rio de Janeiro, com mais de uma centena de mortos, escancarou a fragilidade de um Estado que prefere o discurso ideológico à gestão prática da segurança pública. O presidente Lula, em vez de incentivar a cooperação, recorre ao velho expediente da negação e da polarização. A omissão diante do caos reflete um governo que transfere ao outro a culpa que deveria assumir. A criação desse consórcio não é um ato de oposição, mas de responsabilidade. O país pede união, não trincheiras partidárias. Espera-se que os governadores do Nordeste, especialmente os do Ceará e do Rio Grande do Norte — ambos do PT —, compreendam que não é hora de fazer política, mas de defender vidas. O povo não quer saber de siglas, quer paz. O crime não tem partido, e a segurança não pode ser refém da ideologia. Nota do Blog: Esperamos que os estados nordestinos participem ativamente do Consórcio da Paz, demonstrando maturidade e compromisso com o Brasil real — o das ruas, das famílias e do medo que exige coragem, não discursos.

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