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Ceará três vezes mais forte só na promessa

por Wilton Medeiros

O CEARÁ ENTREGUE DE BANDEJA

O slogan de um Ceará “três vezes mais forte” ficou apenas no palanque de 2020. Camilo Santana, com garra e habilidade política, conseguiu fazer o seu sucessor — hoje o governador Elmano de Freitas — mas as promessas que deveriam transformar o Estado se perderam no caminho.

Na prática, a realidade é outra: cerca de 90% dos compromissos assumidos não saíram do papel. O SUS, que deveria ser o braço forte da saúde do povo cearense, continua um retrato de filas intermináveis e da desesperança. O cidadão que precisa de uma consulta especializada ou de um procedimento urgente não encontra porta de saída. O sistema emperrou.

O Ceará, que um dia foi vendido como vitrine de eficiência, hoje aparece fragilizado. As obras e projetos anunciados ficaram na promessa, e a população amarga a sensação de abandono. No discurso, o progresso; na vida real, a estagnação.

E é nesse vácuo que Ciro Gomes retorna como leão feroz. Ele já articula sua saída do PDT e avalia filiação ao PSDB ou ao União Brasil, recebendo convites oficiais dessas legendas.  Se o PT insistir em entregar de bandeja o que construiu, abrirá caminho para que Ciro retome protagonismo no Ceará. A equação é simples: se Camilo não voltar ao jogo para equilibrar as forças, o governo do Estado pode escorrer pelas mãos do PT.

O povo já não aguenta mais viver de slogans. O Ceará precisa de resultados, e não de promessas recicladas.

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