PT SENDO O PT, CENTRÃO SENDO CENTRÃO
Mais uma vez, Brasília revela sua face mais previsível: o governo cede, o Centrão sorri, e o povo observa — impotente. Segundo apuração nos bastidores, o Palácio do Planalto está prestes a entregar o comando dos Correios ao senador Davi Alcolumbre, com direito a um “presentão no cofre”. Um prêmio que, no fundo, nada mais é do que um agrado a quem controla votos e pressiona por espaços no poder. É a lógica do poder pelo poder.
Enquanto os discursos inflamados falam em democracia, justiça social e responsabilidade fiscal, a prática nos corredores da capital revela o oposto: acordos costurados à sombra, loteamento da máquina pública, barganhas silenciosas. O PT, que outrora bradou contra as velhas práticas, agora se agarra a elas com unhas e dentes. O Centrão, fiel ao seu DNA, sabe que sua força está em vender apoio — e cobrar caro por ele.
O resultado dessa equação é amargo: o cidadão comum continua pagando a conta com serviços precários, altos impostos e falta de representação real. Os Correios, uma das maiores estatais do país, tornam-se mais uma moeda de troca no mercado político. A prioridade? Não é eficiência, nem modernização. É manter o jogo girando e os aliados abastecidos.
Quando os interesses de poucos se sobrepõem ao bem de muitos, a democracia adoece. Não se trata apenas de quem vai comandar os Correios — trata-se do modelo de governabilidade que se perpetua. O cargo muda, os personagens também, mas o roteiro é sempre o mesmo: garantir poder, custe o que custar.
Fonte: Portal Metrópoles

