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A sombra do prefeito Alisson Bezerra incomoda os velhos caciques da política.

por Wilton Medeiros

A sombra de Allyson incomoda os adversários

Nos últimos dias, repercutiu em setores da imprensa a notícia de que novas evidências levaram à mudança de instância em um processo envolvendo o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. A forma como parte dessa cobertura tem sido conduzida, no entanto, levanta um alerta necessário: a tentativa de transformar uma apuração ainda em curso em condenação pública antecipada.

Não é novidade que, em períodos de pré-eleição, movimentos judiciais – mesmo os mais protocolares – ganham tons alarmistas, sobretudo quando dizem respeito a figuras públicas com alta aprovação popular. O que está em jogo aqui não é apenas um processo judicial, mas a tentativa de enfraquecer politicamente um gestor que tem mudado a paisagem administrativa e política de Mossoró.

Allyson Bezerra representa uma ruptura com velhas práticas. Sua trajetória, marcada pela origem humilde e pelo discurso direto, despertou entusiasmo em parcelas da população que por muito tempo se viram à margem do debate político. Isso incomoda. A sombra de Allyson se projeta sobre figuras tradicionais que, acostumadas com o conforto do poder, agora veem-se obrigadas a disputar espaço com um novo projeto de cidade.

As supostas “novas evidências” amplamente noticiadas ainda serão objeto de análise, contraditório e ampla defesa — pilares de qualquer sistema judicial que se preze. Até lá, qualquer acusação é apenas isso: acusação. Não há sentença, não há culpa formada, e não se pode permitir que a especulação tome o lugar do direito.

Mais do que uma questão jurídica, o episódio revela a tensão natural entre um projeto de gestão que dá certo e interesses que preferem o retrocesso. A resposta, como sempre, virá do povo — que saberá separar justiça de perseguição e resultado de discurso vazio.

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