Opior cego é o que não quer ver. Quando a narrativa tenta esconder a realidade, o povo paga o preço.
Vivemos tempos em que a verdade deixou de ser prioridade para parte do jornalismo. Ao invés de relatar os fatos como eles são, muitos veículos preferem se alinhar a uma ideologia e defender narrativas que interessam apenas a grupos políticos. A consequência disso é clara: desinformação, omissão e um povo cada vez mais desconfiado da mídia tradicional.
No Rio Grande do Norte, essa realidade tem nome e rosto. Um vídeo divulgado pelo portal Mossoró Hoje mostra o Dr. Igor, chefe da regulação da região Oeste, relatando que um paciente teve o direito a uma vaga de UTI negado por duas vezes. Isso é inaceitável em qualquer cenário — e mostra a falência da gestão estadual em uma área vital como a saúde.
O silêncio da maioria dos jornalistas sobre esse tipo de situação chama a atenção. São os mesmos que ainda evitam tocar no escândalo dos respiradores que a governadora pagou, mas nunca entregou ao povo potiguar. Enquanto isso, a população sofre. O jornalismo que deveria cobrar, fiscalizar e exigir respostas, finge que nada aconteceu.
E tem mais: enquanto escondem os erros da gestão, tentam desqualificar os evangélicos, que hoje representam um grupo politicamente consciente, bem informado e com valores sólidos. Evangélico não é massa de manobra — é cidadão. E o que incomoda certos setores é justamente o fato de esse grupo rejeitar ideologias autoritárias, distorcidas e antidemocráticas.
Além disso, o rombo da Previdência Nacional já ultrapassa os R$ 90 bilhões, comprometendo o presente e o futuro do país. E o que faz o governo federal? Em vez de buscar soluções, age para tentar amordaçar o Congresso, pressionando o presidente da Câmara a engavetar iniciativas como a Comissão Parlamentar Mista (CPM), que poderia investigar irregularidades e trazer mais transparência ao país.
Em Mossoró, o cenário também é preocupante: alguns jornalistas locais tentam criar narrativas que não condizem com a realidade, apenas para proteger seus aliados políticos. A imprensa não pode ser usada como escudo para incompetência nem como palco para manipulação.
O Brasil precisa de jornalismo sério, independente e comprometido com os fatos — não com partidos. O povo está atento, e a paciência com essa velha prática de encobrimento e parcialidade está se esgotando.
Chegou a hora de abrir os olhos. Porque enquanto muitos tentam esconder a verdade, é o povo quem continua pagando a conta.

