Icapuí à Deriva: Entre Promessas e o Sofrimento da População
Sob a gestão do prefeito Francisco Kleiton Pereira (PSD), eleito em 2024 com 57,66% dos votos, Icapuí vive um cenário de abandono e crise administrativa. A saúde pública, que deveria ser prioridade, encontra-se em estado crítico. Unidades básicas enfrentam a falta de medicamentos, insumos e estrutura. Em uma situação alarmante, em vez de transporte oficial, funcionários estão usando veículos próprios para levar médicos até os postos — em uma delas, o gerente, para não ver o povo sofrer ainda mais, colocou seu próprio carro à disposição. Isso não é solidariedade institucional; é o retrato do descaso.
A Constituição Federal garante, no art. 196, o direito à saúde como dever do Estado. A negligência no transporte sanitário, além de ser um risco à integridade dos pacientes, pode configurar improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92. A ausência de licitações, a falta de carros nas unidades e o improviso com recursos pessoais revelam um modelo de gestão improvisada e irresponsável.
Enquanto isso, o prefeito e sua base viajam à Brasília para participar da Marcha dos Prefeitos, com discursos sobre captação de recursos e promessas de uma “gestão da restauração”. Mas restauração de quê, se na prática o povo continua sem serviços básicos?
O que se vê é um descompasso gritante entre a propaganda de campanha e a realidade vivida por quem depende do SUS. A população de Icapuí, sobretudo os mais pobres, segue sem sorte, sem carro, sem saúde — e sem governo.
O povo não quer mais discursos. Quer respeito, dignidade e ação.

