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Afinal, quem está falando a verdade?

por Wilton Medeiros

Verdade aparece: servidores denunciam falta de alimentação e atrasos, apesar de nota oficial negar crise no HRTM

Apesar da tentativa da direção do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em desmentir as denúncias que circularam nas redes sociais, a realidade enfrentada por parte dos servidores da unidade hospitalar vem à tona com evidências preocupantes. Enquanto defensores do governo tentam descredibilizar a denúncia feita por um vereador mossoroense, classificando o vídeo como “fake news”, fatos concretos revelam uma situação bem diferente.

A própria coordenadora/articuladora das Unidades Hospitalares da II Macrorregião de Saúde do RN, Saudade Azevedo, confirmou que houve, sim, paralisação de parte dos trabalhadores da empresa terceirizada JMT, motivada pelos constantes atrasos nos salários e nos vales-alimentação. Ou seja, o que a nota oficial tenta abafar, a coordenadora reconhece: há problemas estruturais que afetam diretamente os profissionais da saúde.

A diretora do HRTM, Karina Nóbrega, chegou a divulgar um vídeo afirmando que não houve falta de alimentação ou de funcionários na unidade nos dias 17 e 18. No entanto, tal afirmação ignora o contexto mais amplo: o sucateamento dos contratos terceirizados, a desvalorização do trabalho desses profissionais e a omissão do próprio governo diante dos atrasos salariais recorrentes.

Os defensores do governo, que tentam tapar o sol com a peneira e minimizar a gravidade dos fatos, ainda tentam mascarar a crise com números como os “mais de R$ 4 milhões repassados à JMT”. No entanto, o repasse financeiro, por si só, não garante a eficácia do serviço prestado, tampouco justifica o sofrimento de trabalhadores que dependem de seus salários em dia para viver com dignidade.

Ao rotular como “fake news” uma denúncia feita por um representante do povo, o governo e seus porta-vozes deixam de lado a escuta ativa da sociedade e preferem seguir blindando contratos e discursos, em vez de enfrentar os reais problemas. Esses mesmos defensores deveriam lembrar à governadora que, há muito tempo, ela virou as costas para Mossoró e para toda a região Oeste. A insatisfação dos profissionais da saúde no HRTM é um alerta que não pode mais ser ignorado.

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