Início » Urgente: trabalhadores terceirizados da saúde do Rio Grande do Norte, vinculados à empresa JMT Service, iniciam greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 16 de julho, devido ao não pagamento dos salários de junho e do vale-alimentação. A decisão foi tomada em assembleia realizada com o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do RN (SIPERN), que denunciou os constantes atrasos nos pagamentos. Durante o movimento, será mantido 30% do efetivo para garantir os serviços essenciais à população. [1]

Urgente: trabalhadores terceirizados da saúde do Rio Grande do Norte, vinculados à empresa JMT Service, iniciam greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 16 de julho, devido ao não pagamento dos salários de junho e do vale-alimentação. A decisão foi tomada em assembleia realizada com o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do RN (SIPERN), que denunciou os constantes atrasos nos pagamentos. Durante o movimento, será mantido 30% do efetivo para garantir os serviços essenciais à população. [1]

por Wilton Medeiros

CRISE NA SAÚDE: TERCEIRIZADOS AMEAÇAM GREVE EM MOSSORÓ POR FALTA DE PAGAMENTO

A instabilidade administrativa que atinge a saúde pública do Rio Grande do Norte ganha mais um capítulo preocupante. Em Mossoró, trabalhadores terceirizados que atuam nos hospitais estaduais estão à beira de uma paralisação, motivados pelo atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de junho — um impasse atribuído à empresa JMT Service, responsável pela gestão de parte desses contratos.

Não se trata apenas da remuneração básica: o cartão alimentação, direito garantido e essencial para o sustento desses profissionais, também segue em atraso. A situação afeta diretamente a dignidade dos trabalhadores e compromete o bom funcionamento dos serviços hospitalares, refletindo na ponta mais sensível da cadeia: o atendimento à população.

O alerta já foi emitido. Tanto a JMT quanto as unidades hospitalares envolvidas foram formalmente notificadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Laboratórios, Pesquisas, Análises Clínicas, Casas, Cooperativas de Saúde e Hospitais Particulares de Mossoró (Sintrahpam). A entidade sindical cobra providências imediatas para evitar a deflagração de uma greve que pode colapsar setores estratégicos da saúde pública regional.

Enquanto isso, o silêncio das autoridades estaduais ecoa como um grito de abandono. A crise do desgoverno do PT, já evidente em nível nacional, encontra ressonância ainda mais aguda no âmbito estadual, onde a gestão parece ignorar os impactos sociais e humanos provocados por decisões — ou omissões — administrativas.

É preciso lembrar: saúde não se improvisa, dignidade não se adia. A paciência dos que sustentam os hospitais com trabalho e esforço diário tem limite. E ele está perigosamente próximo de ser ultrapassado.

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