CRISE NA SAÚDE: TERCEIRIZADOS AMEAÇAM GREVE EM MOSSORÓ POR FALTA DE PAGAMENTO
A instabilidade administrativa que atinge a saúde pública do Rio Grande do Norte ganha mais um capítulo preocupante. Em Mossoró, trabalhadores terceirizados que atuam nos hospitais estaduais estão à beira de uma paralisação, motivados pelo atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de junho — um impasse atribuído à empresa JMT Service, responsável pela gestão de parte desses contratos.
Não se trata apenas da remuneração básica: o cartão alimentação, direito garantido e essencial para o sustento desses profissionais, também segue em atraso. A situação afeta diretamente a dignidade dos trabalhadores e compromete o bom funcionamento dos serviços hospitalares, refletindo na ponta mais sensível da cadeia: o atendimento à população.
O alerta já foi emitido. Tanto a JMT quanto as unidades hospitalares envolvidas foram formalmente notificadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Laboratórios, Pesquisas, Análises Clínicas, Casas, Cooperativas de Saúde e Hospitais Particulares de Mossoró (Sintrahpam). A entidade sindical cobra providências imediatas para evitar a deflagração de uma greve que pode colapsar setores estratégicos da saúde pública regional.
Enquanto isso, o silêncio das autoridades estaduais ecoa como um grito de abandono. A crise do desgoverno do PT, já evidente em nível nacional, encontra ressonância ainda mais aguda no âmbito estadual, onde a gestão parece ignorar os impactos sociais e humanos provocados por decisões — ou omissões — administrativas.
É preciso lembrar: saúde não se improvisa, dignidade não se adia. A paciência dos que sustentam os hospitais com trabalho e esforço diário tem limite. E ele está perigosamente próximo de ser ultrapassado.

