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Será Que Vai Sair Fumaça Branca? Ou Vai Dar Pizza?
Na noite desta terça-feira, uma reunião fechada, discreta e poderosa acontece na residência oficial da presidência da Câmara. Sentam-se à mesa figuras estratégicas do governo e do Congresso: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; o presidente da Câmara, Hugo Motta; e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A pergunta que ecoa não é nova, mas insiste em retornar: será que estão discutindo os problemas urgentes do povo brasileiro ou, mais uma vez, os interesses da velha política? Porque, convenhamos, o que menos tem saído desses encontros é solução para os dramas da população. Saúde em colapso, educação fragilizada, e uma insegurança crescente nos municípios… e, enquanto isso, a cúpula do poder articula em silêncio.
Hugo Motta, do alto da presidência da Câmara, tem se revelado um nome fiel ao jogo das composições e acomodações. Já Davi Alcolumbre, figura recorrente das negociações de bastidores, parece mais preocupado com a manutenção de espaços e feudos políticos do que com a construção de políticas públicas duradouras.
Reunião importante? Sim. Decisiva? Talvez. Mas representativa do povo? Pouco provável. A verdade é que essas cúpulas se encontram para alinhar estratégias de poder, não para resolver o preço do arroz, a fila no SUS ou o drama do desemprego. A política brasileira continua sendo um grande teatro onde, muitas vezes, os protagonistas estão de costas para o povo.
Será que dessa conversa sairá alguma fumaça branca, como nas decisões do Vaticano? Ou tudo terminará como de costume: em mais uma pizza servida ao gosto dos acordos palacianos?
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