O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, adiou para junho a sessão do Congresso Nacional que analisaria a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o rombo bilionário na Previdência Social. A decisão, tomada sem justificativas técnicas claras, é interpretada por parlamentares da oposição como uma manobra para atender aos interesses do governo Lula, que busca evitar o desgaste político de uma investigação aprofundada.
A oposição, que protocolou o pedido de CPI com 185 assinaturas, incluindo parlamentares de partidos da base governista, vê o adiamento como uma tentativa de blindar o governo e impedir investigações que possam comprometer aliados do Planalto. Líderes oposicionistas acusam Pacheco e o presidente da Câmara, Hugo Motta, de atuarem em conluio com o Executivo, priorizando pautas do governo em detrimento da fiscalização e transparência. 
Enquanto isso, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua a crescer, sem que medidas efetivas sejam tomadas para conter o rombo. A expectativa é que, até junho, o governo articule a escolha de um relator alinhado ao Planalto, promovendo um espetáculo midiático que não resulte em consequências concretas.
A narrativa de que os problemas começaram no governo anterior é utilizada para desviar o foco das irregularidades atuais. A oposição exige que todos os responsáveis, passados e presentes, sejam investigados e responsabilizados, questionando a atuação da Polícia Federal, que estaria protegendo figuras próximas ao presidente, como seu irmão Frei Chico.
Diante desse cenário, cresce a desconfiança de que a CPMI terminará em impunidade, frustrando as expectativas da população por justiça e accountability.
Rodrigo Pacheco adia a sessão marcada para o dia 27 de maio, empurrando o início da CPNI para junho. A decisão, segundo bastidores, atende a um pedido direto de Lula — e tudo indica que o presidente do Senado fará muito mais do que isso para blindar o Planalto.
Enquanto isso, quem paga a conta é o povo. Como o próprio Lula já disse: “o grosso vem aí”. E, pelo visto, vem mesmo — mas sempre em cima do mais pobre.

