A gestão da “renovação” em Icapuí: caos e abandono no posto de saúde da Mutamba
Quem procura atendimento no posto de saúde da comunidade Mutamba, em Icapuí, se depara com um cenário de completo abandono e desorganização. A promessa de renovação feita pela atual gestão parece não ter passado de propaganda enganosa. No lugar de melhorias, a população encontra um serviço público à beira do colapso.
A começar pela ausência de liderança: ninguém sabe ao certo quem está à frente da unidade. Não há gerente identificado, tampouco recepcionista para organizar os atendimentos, que seguem desordenados, tumultuados, sem qualquer controle. A situação reflete uma gestão que perdeu a noção de responsabilidade pública.
A limpeza do local é outro ponto crítico. O ambiente deveria ser exemplo de higiene, por se tratar de uma unidade de saúde, mas o que se vê é sujeira, desleixo e total falta de estrutura. Funcionários chegam atrasados, a sobrecarga é evidente e quem ainda tenta manter o mínimo de funcionamento é uma única profissional — identificada apenas como “a menina da farmácia” — que, apesar de todo o esforço, já dá sinais de esgotamento.
Moradora do corredor da Barrinha, ela tem se desdobrado para atender na farmácia, recepcionar pacientes e ainda dar conta da desorganização institucional. Um retrato cruel do desprezo da atual administração municipal com seus servidores e, sobretudo, com a população que depende dos serviços públicos para sobreviver.
Para completar o drama, não há papel higiênico nem copos descartáveis para os usuários beberem água — os poucos que conseguem devem usar copos de vidro e depois lavá-los, como se estivessem em suas próprias casas. Isso não é gestão, é abandono. Isso não é renovação, é retrocesso.
A comunidade da Mutamba clama por respeito, dignidade e atendimento básico de saúde. O que está sendo oferecido é humilhação.

