Na noite de ontem, a realidade voltou a bater forte para os universitários de Icapuí. O ônibus que faz o transporte dos estudantes simplesmente “caiu no prego”. Parou. Quebrou no meio do caminho. E, mais uma vez, quem paga o preço é quem depende do serviço para estudar e construir um futuro.
A cena é revoltante. Estudantes aguardando, sem saber o que fazer, no escuro da estrada, enquanto a promessa de um transporte digno vira frustração. O veículo continua no prego, exposto como símbolo de um problema que já deixou de ser pontual e passou a ser rotina.
Por trás disso, há uma realidade que a gestão insiste em não enfrentar: meses de atraso no pagamento aos proprietários dos veículos. Quem presta o serviço não recebe. E sem receber, não há manutenção, não há segurança, não há transporte de qualidade. O resultado é esse — ônibus quebrando, sistema falhando e estudantes sendo tratados com descaso.
E não foi só isso. Diante do problema, foi preciso improvisar. Passageiros tiveram que ser remanejados às pressas para outros ônibus, em um cenário de desorganização que expõe a fragilidade total do serviço. O que deveria ser planejado virou gambiarra.
A pergunta é direta e necessária: até quando a Prefeitura vai assistir isso acontecer sem tomar uma atitude concreta?
A gestão que tanto se apresenta nas redes sociais, que fala em avanços e facilidades, parece não enxergar a realidade de quem está na ponta. Porque governar não é aparecer em vídeo. É garantir que o básico funcione.
O ônibus no prego não é só um problema mecânico. É o retrato de uma gestão travada, que não paga, não organiza e não responde.
Enquanto isso, os estudantes seguem esperando — não por promessa, mas por respeito.

