por Wilton Medeiros

QUANDO A GESTÃO PERDE O RUMO: ICAPUÍ ENTRE O COLAPSO ADMINISTRATIVO E A CRISE POLÍTICA

Em Icapuí, a prometida renovação segue apenas no discurso. O prefeito que vendia facilidade hoje administra um cenário de abandono visível. Ônibus escolares permanecem quebrados há mais de três dias, prejudicando diretamente o acesso de estudantes às aulas. Ao mesmo tempo, o lixo se acumula em pontos sensíveis como o entorno do Colégio Mizinha e da Praça Mais Infância, agravando riscos à saúde pública.

A crise avança também sobre serviços essenciais. Famílias do CVTP, de Redonda e de assentamentos rurais enfrentam dificuldades no abastecimento de água. Dependentes de carros-pipa, convivem com a escassez porque pipeiros estariam há meses sem receber. A promessa de regularidade virou inadimplência institucionalizada.

O cenário se torna ainda mais grave com relatos de falta de internet na própria estrutura administrativa. Sem comunicação, secretarias enfrentam dificuldades operacionais, travando serviços básicos e evidenciando um modelo de gestão desarticulado.

No campo político, o desgaste é evidente. Há conflitos internos, inclusive com o secretário de Obras, enquanto a base na Câmara se fragiliza: dos 11 vereadores, seis já compõem a oposição e outros dois sinalizam rompimento. Em apenas um ano, a gestão acumula investigação do Ministério Público e uma CPI. Icapuí vive hoje não apenas uma crise administrativa, mas um colapso de governabilidade.

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