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Bolsonaro internado

por Wilton Medeiros

BOLSONARO INTERNADO: COM O CONGRESSO DE JOELHOS E O PRESIDENTE AMORDAÇADO, QUEM PAGA A CONTA POLÍTICA?

A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, reacendeu não apenas a atenção sobre seu estado de saúde, mas também provocou reflexões sobre os efeitos políticos de sua ausência no debate público nacional. Segundo boletim médico divulgado nas últimas horas, Bolsonaro apresentou melhora na função renal, embora exames laboratoriais tenham apontado elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, sinal de que o organismo ainda reage a um processo infeccioso ativo causado por broncopneumonia bacteriana bilateral.

Diante do quadro, a equipe médica decidiu ampliar a cobertura com antibióticos e intensificar os protocolos de fisioterapia respiratória e motora, mantendo o ex-presidente sob monitoramento constante na UTI. Apesar da evolução em alguns indicadores clínicos, o cenário ainda exige vigilância permanente e, por enquanto, não há previsão de alta hospitalar.

No plano político, a internação abre um novo capítulo de incerteza. Com o Congresso frequentemente acusado de atuar de forma submissa às disputas de poder e com um dos principais líderes da oposição momentaneamente afastado do cenário público, cresce a percepção de que o país atravessa um período de paralisia institucional. Em meio a esse ambiente, pautas relevantes deixam de avançar e o debate nacional entra em estado de suspensão.

A pergunta que ecoa nos bastidores de Brasília é direta: em um momento de crise e silêncio político, quem paga a conta dessa instabilidade?

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