Início » EM ICAPUÍ, O IMPROVISO VIROU REGRA — E QUANDO O IMPROVISO COMANDA A GESTÃO PÚBLICA, QUEM SOFRE É O POVO MAIS POBRE.

EM ICAPUÍ, O IMPROVISO VIROU REGRA — E QUANDO O IMPROVISO COMANDA A GESTÃO PÚBLICA, QUEM SOFRE É O POVO MAIS POBRE.

por Wilton Medeiros

Na manhã desta quarta-feira, pacientes que dependem do tratamento de hemodiálise viveram mais um episódio de descaso administrativo. O ônibus responsável por transportar essas pessoas para Fortaleza e Cascavel simplesmente “deu prego”. Problemas mecânicos podem acontecer. O que não pode acontecer é a ausência de planejamento para uma situação previsível.

Desde as 3 horas da manhã, pacientes aguardavam na pista, esperando seguir viagem para um tratamento que não pode ser adiado. Hemodiálise não é consulta comum: é procedimento vital. Quando o transporte falha, a saúde do paciente entra em risco.

O que torna a situação ainda mais grave é que a ambulância que deveria estar de plantão para socorrer vidas acabou sendo utilizada como carro de apoio ao ônibus quebrado. Em vez de cumprir sua função essencial na rede de urgência, o veículo de emergência foi deslocado para tentar resolver um problema que poderia ter sido evitado com gestão responsável.

Em qualquer administração minimamente organizada existiria um ônibus reserva ou uma alternativa imediata. Afinal, estamos falando de pessoas fragilizadas, que dependem do sistema público para continuar vivendo.

Enquanto isso, os carros que fazem transporte regular para Fortaleza estavam lotados, impossibilitando que os pacientes fossem acomodados.

A chamada “gestão da renovação” vai, aos poucos, revelando sua face: promessas de eficiência que não se sustentam na prática. Porque uma coisa precisa ser dita com clareza: ônibus quebrar pode até acontecer. Agora, paciente perder tratamento por falta de planejamento é simplesmente imoral.

https://youtube.com/shorts/n1yMOL_ACHo?si=7Jf2_nNnvIKMAHGz

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