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Veja em vídeo.

por Wilton Medeiros

Quando um infarto vira espera por regulação, o Estado já falhou. Em Mossoró, a denúncia feita por Canindé nas redes expõe uma ferida aberta: sua irmã deu entrada na UPA com quadro grave e aguarda transferência pelo SUS. O que deveria ser automático tornou-se uma corrida contra o relógio dentro de um sistema que não responde. Na saúde, minutos definem destinos. E o tempo não perdoa.

O drama escancara a fragilidade da gestão estadual. A regulação de leitos, instrumento criado para salvar vidas, transformou-se em barreira burocrática. Famílias relatam angústia, silêncio institucional e ausência de respostas concretas. Não é caso isolado — é sintoma de uma estrutura que perdeu eficiência.

O cenário fiscal agrava a crise. O Rio Grande do Norte ultrapassou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, consumindo mais de 56% da receita com pessoal, acima do teto de 49%. O ano começou com rombo bilionário. Quando o caixa entra no vermelho, quem sente é o paciente na maca.

Governadora, saúde não é discurso, é prioridade. Não se governa com marketing enquanto cidadãos aguardam vaga como se dependessem de sorte. A Assembleia, com 24 deputados, precisa agir. Fiscalizar não é favor; é dever.

O povo não é estatística. É gente que sofre, que perde, que clama. Se a política não proteger a vida, falha em sua essência.

Pobre Rio Grande do Norte… sem sorte.

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