VOTAÇÃO DA DOSIMETRIA REVELA UM CONGRESSO DE JOELHOS E UM SISTEMA QUE TEME A VOZ DAS RUAS
A madrugada em Brasília escancarou o retrato do Brasil político atual. Sob as sombras do plenário, deputados votaram a chamada “dosimetria da pena” — um projeto que nasceu com o selo do sistema e o pedido direto de Jair Bolsonaro, transmitido por sua esposa, Michelle Bolsonaro. O ex-presidente, mesmo atrás das grades, ainda move o tabuleiro. Sua palavra ainda ecoa onde muitos já se curvaram.
Mas o que impressiona não é o pedido de Bolsonaro. É a covardia do Congresso.
Os mesmos parlamentares que se reúnem às pressas para atender os desejos do poder e acalmar o Supremo, ignoram a PEC da Anistia, que devolveria a dignidade a milhares de famílias atingidas por um processo político seletivo. Quando o povo pede justiça, o Congresso silencia. Quando o sistema estala os dedos, o Congresso se ajoelha.
E assim seguimos vendo sessões noturnas, votos envergonhados e discursos decorados — tudo para manter o teatro da “governabilidade”. Mas o país real não dorme. O país real está nas ruas, nas feiras, nas redes e nas igrejas, perguntando: por que tanta pressa para votar o que interessa ao sistema, e tanta demora para pautar o que interessa ao povo?
Nota do Blog
Querem Bolsonaro preso porque ele representa o imprevisível.
Temem sua voz porque ela não se vende, e porque ainda fala a linguagem das multidões.
Mas se Bolsonaro não sair até abril, quando a campanha tomar corpo, ele voltará — e com ele virão Débora do Batom e tantos outros que simbolizam uma força que o sistema não consegue apagar.
A história ensina: quanto mais tentam calar uma voz, mais alto ela ressoa.

