A nova pesquisa TCM/TS2 confirma o que as ruas já mostram: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, é hoje o nome mais forte do Rio Grande do Norte. Com 39% das intenções de voto em todos os cenários, ele simboliza o desejo de mudança e o surgimento de uma nova liderança que vem do interior para desafiar décadas de poder concentrado na capital.
Nos bastidores, a movimentação é intensa. A governadora Fátima Bezerra (PT) deve disputar o Senado, abrindo espaço para o vice-governador Walter Alves (MDB) assumir o governo. Analistas afirmam que ele ficará até o fim do pleito e, em seguida, renunciará. O comando do Estado passará então ao presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que deve nomear Walter conselheiro do Tribunal de Contas.
Na direita, o cenário é de estagnação. O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), é o nome que restou — não por entusiasmo, mas por falta de alternativa. O senador Styvenson Valentim (Podemos) perdeu o momento de ser governador e hoje se limita a buscar a reeleição ao Senado, evitando o confronto direto. Rogério Marinho (PL) também deve recuar, alegando, próximo das convenções, ter sido “convocado” para coordenar a campanha nacional do partido — uma justificativa para não encarar as urnas.
Enquanto isso, Allyson cresce com naturalidade. Sua liderança não vem da retórica, mas da entrega. Representa a simplicidade de quem fala a língua do povo e traduz a esperança de um Estado que precisa se reencontrar. Há uma dimensão emocional nessa ascensão: o eleitor cansado da repetição encontra em Allyson o símbolo de superação e renovação.
O Rio Grande do Norte vive um processo de transição. O poder, antes restrito aos mesmos grupos, começa a se deslocar. Mossoró, que por décadas foi tratada como coadjuvante, agora assume o papel principal. É a política em seu momento mais humano — o instante em que o interior se reconhece capaz de governar.
Allyson Bezerra não é apenas o favorito de uma pesquisa. É o reflexo de uma nova consciência política. O povo, pela primeira vez em muito tempo, vê em alguém a própria história transformada em projeto. E tudo indica que chegou, enfim, a vez de Mossoró governar o Rio Grande do Norte.

