O Brasil vai gastar R$ 441 bilhões em programas sociais e benefícios de transferência de renda em 2025. O número impressiona, mas esconde uma contradição: o país que mais investe em assistencialismo é o mesmo que menos cria oportunidades reais de emancipação econômica para sua população. O Estado brasileiro tornou-se um provedor permanente de benefícios, mas não um indutor de prosperidade. São R$ 158,6 bilhões no Bolsa Família, R$ 113,6 bilhões no BPC e R$ 88 bilhões em seguro-desemprego e abono, entre outros auxílios. É o famoso “dar o peixe” em vez de “ensinar a pescar”. O problema é que, nesse modelo, o governo dá o peixe, tira o filé — e o povo continua comendo a espinha.
Em vez de investir pesado em qualificação profissional, microcrédito produtivo e incentivo ao pequeno empreendedor, o país insiste em alimentar a dependência. A cada novo programa social, cresce o número de famílias que sobrevivem do mínimo, sem perspectiva de subir um degrau sequer na escala da renda. O custo do chamado welfare state brasileiro é altíssimo, mas o retorno social é limitado. Falta eficiência, sobra burocracia. O dinheiro se perde em estruturas políticas, em gastos administrativos e em políticas que não resolvem o problema central: a falta de emprego e renda digna.
A política pública que deveria libertar, aprisiona. E enquanto o discurso oficial celebra números e recordes de inclusão, o cidadão comum segue na mesma fila de sempre — a fila da sobrevivência. O Brasil precisa trocar o assistencialismo pela autonomia e o paternalismo pelo trabalho produtivo. O verdadeiro progresso não está em receber um benefício por mês, mas em ter dignidade, salário, independência e a chance real de construir o próprio caminho.

