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Lula Dalton e quem dá as cartas ao Congresso é o Planalto

por Wilton Medeiros

Lula mostra força e o Congresso se cala

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal sepultou de vez qualquer ilusão de que o Congresso ainda teria voz sobre as decisões do Planalto. O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, cotado para a vaga, viu sua influência escorrer pelos dedos. Hoje mesmo, admitiu que até o fim do ano decidirá se será ou não candidato ao governo de Minas Gerais — uma saída honrosa para quem percebeu que o jogo já está decidido.

Lula deixou claro que, no seu governo, quem dita as regras é o Planalto. A escolha de Messias não é apenas uma nomeação jurídica; é um gesto político calculado, que reafirma a autoridade presidencial sobre um Congresso enfraquecido e um Centrão submisso. O Senado, que em outros tempos impunha limites, hoje assiste de cabeça baixa, reconhecendo que o poder real voltou a se concentrar nas mãos do presidente.

Rodrigo Pacheco, antes símbolo de equilíbrio institucional, tornou-se o retrato de uma classe política que perdeu o protagonismo. A ausência de reação à decisão de Lula mostra que o Legislativo se transformou em coadjuvante, incapaz de impor qualquer contraponto.

Com essa indicação, Lula consolida um tripé de poder em que o Executivo dita o compasso, o STF confirma e o Congresso apenas aplaude. Jorge Messias assume como ministro, mas quem sai vencedor é o próprio Lula — que prova, mais uma vez, que a caneta do Planalto continua sendo o instrumento mais poderoso da República.

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