A BORRACHA VAI CANTAR
O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), foi direto: quem não é por nós, é contra nós. A fala, dita com firmeza, deixou claro que o presidente Lula deu aval para que a ministra Gleisi Hoffmann faça uma limpa nos cargos ocupados por aliados do Centrão que votaram contra as propostas do governo.
“Ela vai meter a faca. Lula mandou agilizar e começar pela Caixa Econômica”, revelou Guimarães.
A mensagem é dura, mas traduz um sentimento antigo: não dá para servir a dois senhores. O governo entende que quem ocupa cargo indicado pelo Planalto deve, no mínimo, demonstrar fidelidade política. Quando isso não acontece, o preço vem alto — e rápido.
O episódio reacende uma discussão importante sobre a dependência de cargos comissionados. É perigoso viver de um emprego que depende da caneta de um político. Hoje se está empregado, amanhã, basta uma votação contrária para cair em desgraça. Essa instabilidade mostra o quanto o país precisa de uma administração pública baseada em mérito, e não em favores.
Nota do Blog:
Como jornalista e servidor das palavras, defendo o direito de conquistar espaço pelo talento e pela competência, não por indicações políticas. Quem vive de cargo comissionado vive à sombra da incerteza. Quando um deputado ou senador vota contra o governo, quem paga a conta é o trabalhador que nada tem a ver com o jogo de poder.
É por isso que escolhi trilhar um caminho independente — sem depender de cargo, de vereador, de deputado ou de senador. Porque amanhã, quando a borracha cantar de novo, quem não tiver estrutura própria, vai sentir o peso da instabilidade. O país precisa acordar para isso: o emprego não pode ser moeda de troca, e o trabalho digno não deve depender de voto ou favor.

