A inadimplência em Mossoró acendeu o sinal vermelho. O número de consumidores negativados cresceu 5,46% em setembro de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado, e o volume total de dívidas subiu 11,32%, com valor médio superior a R$ 4.900 por pessoa. Esse dado vai muito além das estatísticas: ele reflete a dor real de famílias endividadas, o desespero de quem tenta manter o nome limpo e a luta dos comerciantes que veem suas vendas despencarem. Quando o crédito some, o consumo encolhe. Quando o consumo cai, o comércio adoece. E quando o comércio adoece, toda a economia local sangra. O que antes era um problema de poucos virou um desafio coletivo. É preciso que o poder público, as instituições financeiras e os próprios consumidores encontrem caminhos para reverter esse ciclo. Campanhas de renegociação, educação financeira nas escolas, incentivo à quitação de débitos e apoio aos pequenos negócios são medidas urgentes. Não se trata apenas de pagar contas, mas de recuperar a confiança e reaquecer o motor que move Mossoró. Se o comércio local enfraquece, a cidade perde vida, emprego e esperança. A inadimplência é o espelho da desigualdade e da falta de oportunidades. Mas ainda há tempo de mudar o quadro — com união, planejamento e coragem para transformar dívida em aprendizado e crise em recomeço.

