POBRE PAGA A CONTA E O RICO AGRADECE
Na noite desta quarta-feira, o Congresso Nacional deu mais uma demonstração de quem realmente defende: não o povo, mas os poderosos. A derrubada da medida provisória que buscava corrigir distorções no sistema tributário foi mais uma vitória do lobby econômico e uma derrota para a justiça social.
A proposta tinha um propósito simples e justo — cobrar mais de quem lucra mais. Mas o plenário, dominado por interesses empresariais, preferiu manter o privilégio de poucos e aumentar o peso sobre quem já vive à margem. Enquanto o pobre paga caro pela comida, pelo transporte e pela energia, o Congresso decidiu aliviar quem vive de lucros e dividendos.
Foi o poder econômico ditando as regras. O lobby venceu o bom senso. A elite venceu o povo.
Mas é importante reconhecer: o presidente Lula não se curvou. Manteve a defesa de um país mais justo, insistindo que o rico deve contribuir com o que o pobre já paga em suor e sacrifício. Sua postura mostra que ainda há quem lute pela redistribuição da riqueza e pela dignidade de quem vive do trabalho.
A decisão do Congresso revela mais que um erro político — revela uma escolha moral. E toda escolha tem consequência. O povo pode até ser ignorado por uma votação, mas é ele quem dá a palavra final nas urnas.
Hoje o Congresso virou as costas para o Brasil real. Mas um país desperto sabe muito bem quem o representa — e quem apenas representa os interesses de quem nunca precisou lutar para sobreviver.

