OBRA DE PAPEL, ILUSÃO ELEITORAL
Na véspera do ano eleitoral, a governadora Fátima Bezerra anuncia em Brasília a publicação do edital da duplicação da BR-304 para o próximo dia 10 de outubro. Investimento de quase R$ 1 bilhão, promessa de 100 quilômetros duplicados e prazo de dois anos para conclusão. No papel, tudo cabe. Na prática, soa como mais uma ficção vendida ao povo do Oeste.
A reunião contou com a presença do vice-governador Walter Alves, do diretor-geral do DNIT Fabrício Galvão, do secretário estadual de Infraestrutura Gustavo Coelho, da deputada estadual Isolda Dantas, do deputado federal Fernando Mineiro, além dos auxiliares Luciano Santos (SEAF), Luciana Daltro (Control) e Michelle Ferret (Assecom). Todos posaram como se a obra já estivesse em execução, quando nem sequer o edital foi lançado.
É preciso reconhecer: se um dia a duplicação sair do papel, será uma conquista histórica, digna de aplausos. Mas vender essa promessa como realidade imediata, a dois anos de uma conclusão improvável, é repetir um velho roteiro: antecipar o “Natal” em Mossoró, iluminar o presente e esconder a conta no futuro.
O povo potiguar já cansou de maquetes, solenidades e anúncios mirabolantes. Segurança viária e desenvolvimento não se fazem com discurso — exigem obra concreta, fiscalização rigorosa e, acima de tudo, respeito à inteligência de quem paga impostos.

