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O sistema é bruto e o jogo é pesado 

por Wilton Medeiros

O SISTEMA É BRUTO, O JOGO É PESADO

A escolha de Paulinho da Força como relator do PL da Anistia não é gesto isolado, é peça estratégica. O Planalto move suas cartas com precisão, consciente de que cada detalhe fortalece a engrenagem que sustenta o poder em Brasília.

As pesquisas já são claras: Lula caminha para a reeleição. E, reeleito, governará ao lado do Supremo Tribunal Federal, consolidando uma aliança que garante estabilidade e projeta o futuro do país. Nesse pacto, deputados e senadores sabem que o espaço para protagonismo é limitado — quem não se alinha, se torna apenas figurante.

Nos bastidores, a conversa corre solta e ganha corpo: Arthur Lira, Hugo Motta e Davi Alcolumbre são apontados como os três nomes mais fortes para as próximas vagas no STF. Um, ou até dois deles, deverão ser escolhidos, selando de vez a união entre política e Justiça no comando do sistema.

Paulinho da Força entra nesse cenário com papel definido: construir o consenso, agradar ao sistema e evitar rupturas. O que para muitos parece espetáculo é, na verdade, a engrenagem pesada e calculada que governa o Brasil. No tabuleiro do poder, cada peça tem sua missão — e o sistema, mais uma vez, mostra que sabe jogar.

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