ANISTIA: O RISCO DE PARAR A AGENDA ECONÔMICA DE LULA
O debate sobre a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro transformou-se no maior obstáculo político do governo no Congresso. Enquanto partidos pressionam pela aprovação, medidas centrais como a regulamentação da reforma tributária e a revisão das aposentadorias militares ficam em segundo plano. Arthur Lira, na Câmara, e Davi Alcolumbre, no Senado, utilizam o tema como moeda de barganha, reforçando seu poder na governabilidade. Mesmo diante da possível saída de ministros, PP e União Brasil mantêm influência no segundo escalão, ampliando sua capacidade de pressão. Para Lula, a equação é arriscada: ceder à anistia enfraquece o discurso de defesa da democracia; resistir pode significar travar a pauta econômica por boicote de aliados e manobras regimentais. A anistia tornou-se, assim, um freio à governabilidade, consumindo tempo, dividindo a base e comprometendo a credibilidade do governo.

