MAIS UMA BALELA DO CENTRÃO PARA ENGANAR O POVO
A proposta que circula nos bastidores do Congresso, apoiada por PL, PP, União Brasil e Republicanos, soa mais como encenação política do que como realidade concreta. O presidente da Câmara, Hugo Mota, alinhado com o presidente Lula e com o STF, já tem consciência de que não haverá pauta de anistia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi taxativo: ainda que houvesse 80 assinaturas entre 81 senadores, o tema não iria a voto. Ponto final.
Esse discurso de unidade do Centrão funciona apenas para inglês ver. As mesmas siglas que hoje pregam “união” são as que, em outras ocasiões, defenderam o impeachment de ministros como Alexandre de Moraes, que cumpre o papel de guardar a Constituição. Se realmente buscassem coerência, fariam diferente: abririam CPI, puniriam presidentes de Casas Legislativas e mostrariam moralidade. Mas não o fazem, porque pregam o que não praticam.
Enquanto isso, inflamam o povo a gritar nas ruas, mas por trás de portas fechadas se reúnem em jantares luxuosos, regados a pratos caríssimos, cargos de confiança e transferências milionárias. O resultado é sempre o mesmo: a conta sobra para o povo pagar, e o voto só virá no próximo ano.
A verdade é simples: não passou antes e não vai passar agora. Trata-se de um movimento vazio, mais um capítulo de encenação política do Centrão, que insiste em enganar a população para manter seus privilégios.

