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O rolo compressor do governo 

por Wilton Medeiros

O Rolo Compressor do Governo

O Brasil está sendo passado a limpo — mas não pelo povo, e sim por um rolo compressor político que opera nos corredores de Brasília. A cada dia que se passa, o Congresso Nacional mergulha mais fundo no descrédito popular, empurrando para debaixo do tapete pautas essenciais que poderiam devolver um mínimo de equilíbrio à nossa democracia.

O fim do foro privilegiado, que deveria limitar a blindagem de autoridades a pouquíssimos cargos, está parado, mesmo tendo passado pelo Senado e estando pronto para votação na Câmara. A anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, por outro lado, é tratada como moeda de troca política, sem qualquer compromisso com justiça ou verdade. É a prova viva de que, no Brasil, interesses pessoais e partidários ainda falam mais alto que o clamor das ruas.

Enquanto isso, o governo do presidente Lula se move com habilidade para manter o Congresso sob seu controle, avançando em pautas convenientes ao Executivo e ignorando as que poderiam incomodar. Deputados e senadores, eleitos para representar a população, preferem a comodidade dos acordos de bastidores à responsabilidade de enfrentar o sistema. É uma traição silenciosa, porém letal, à soberania popular.

No pano de fundo, cresce a percepção de que o Brasil está sendo vendido em prestações, com a China aparecendo como compradora preferencial de setores estratégicos. É o desmonte de um país em nome de alianças geopolíticas que não passam pelo crivo da população.

E aqui está a verdade incômoda: só há uma saída para o Brasil. Ou o povo reage, com uma paralisação nacional em massa, ou será tarde demais. É preciso que Deus levante líderes ousados — e que, assim como Donald Trump se posicionou nos Estados Unidos para aplicar a lei com firmeza, surjam vozes aqui dispostas a fazer o mesmo. Sem reação imediata, o Brasil corre o risco real de, em menos de um ano, transformar-se em uma nova Venezuela — um país arruinado pela submissão política, pelo autoritarismo disfarçado e pelo silêncio cúmplice de quem deveria defendê-lo.

O tempo está correndo. Ou reagimos agora, ou assistiremos, de camarote e sem direito a retorno, ao funeral da nossa democracia.

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