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Nessa guerra entre Congresso judiciário no Brasil o povo está pagando um alto preço 

por Wilton Medeiros

A GUERRA DAS TARIFAS E O EMBATE DE PODER NO BRASIL

A crise política brasileira ganha novos capítulos a cada dia, e o episódio mais recente reforça a tensão entre Brasília e Washington. Após declarações consideradas como ameaça ao ministro Alexandre de Moraes, o Itamaraty convocou o encarregado de Negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos. O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira (8/8) no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

A convocação foi motivada por uma nota divulgada por um órgão norte-americano, endereçada diretamente a Moraes e a seus aliados dentro e fora do Supremo Tribunal Federal (STF). O gesto, incomum no protocolo diplomático, acendeu o alerta vermelho nos corredores do Planalto e ampliou o clima de disputa institucional.

No entanto, essa guerra de narrativas e demonstrações de força não se restringe ao campo jurídico e diplomático. Ela se mistura ao embate interno entre o Judiciário e o Congresso, num cenário em que o governo Lula tenta equilibrar-se entre aliados políticos, pressões externas e a necessidade de manter governabilidade.

Enquanto ministros, parlamentares e diplomatas medem forças, quem arca com os custos dessa instabilidade é o povo brasileiro. Tarifas sobem, serviços públicos se deterioram e a sensação de insegurança jurídica afasta investimentos. O país parece viver uma “guerra de poderes” onde a disputa por protagonismo ofusca o que realmente importa: soluções para a crise econômica e social.

O momento exige mais diálogo e menos enfrentamento. Mas, diante de um cenário em que o interesse político se sobrepõe ao interesse nacional, a pergunta que ecoa é: até quando a conta dessa guerra de vaidades e tarifas será paga pela população?

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